Sábado saímos logo cedo com destino a Jatai, onde nos hospedamos novamente do 41 Batalhão, seguindo domingo para Goiânia, onde embarcamos no Hércules C130 com destino à base aérea de Cumbica. Nesse período, muitas informações foram trocadas com os coordenadores do projeto, descobrindo que, com raras exceções, todos tiveram problemas em ter o público esperado em suas oficinas e capacitações. Existiam cidades no projeto onde o menor salário pago no município era de R$ 1.800,00 e possuía cobertura por rede Wi fi, enquanto outras ainda tinham sérios problemas estruturais; algumas com pouquíssimo público nas atividades do projeto enquanto outras tiveram mais de 2.000 participantes.
Mas conversando com diversos outros coordenadores, uma conclusão começa a tomar forma: se o projeto Rondon de antigamente levava basicamente informação às comunidades, hoje, com rede, parabólica e celular, a informação está, em sua maioria, disponibilizada às pessoas. Resta agora discutir a formação que se fará a partir dessas informações, e, julgo que é justamente nesse recorte que o projeto Rondon deve atuar a partir de agora. Afinal, o projeto tem a capacidade de reunir pessoas de todas as áreas de conhecimentos e possuidoras de diversos saberes, e deve se aproveitar disso como uma poderosa ferramenta de transformação social.
Mas esquecendo avaliações e problemas, foram 15 dias muito interessantes e produtivos, onde se procurou levar à comunidade de São Simão todas as atividades previstas em nosso cronograma. Com todas as dificuldades e imprevistos, com o pequeno tempo de que se dispõe, muitas boas coisas foram plantadas naquele solo. Espero que com o tempo se solidifiquem e transformem muitas coisas por lá.
Eduado Paiva, coordenador da equipe em São Simão